Abacaxi de casa <3

Eu não resisto quando encontro uma planta com enraizamento promissor, quer dizer, tanto vegetal com ciclo infinito e a gente jogando fora! Como diz uma amiga: “se deu raiz, já era!”.

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Como de costume, se um galho quebra eu tento replantar e 98% das vezes dá certo! Parece estranho que um talo cortado do meio de uma árvore ou arbusto possa gerar tão facilmente uma nova raiz, mas sim e é um processo muito simples. Para reprodução de algumas flores são usados esses pequenos galhos, para outras apenas as folhas, como é o caso da violeta. Ambas as formas podem ser feitas tanto na água quanto na terra. Existe ainda a chamada divisão de touceiras que é a ramificação de uma planta matriz em várias partes, como nesse caso já tem raiz, vai direto para terra.

Essa semana eu me aventurei com um abacaxi! Essa bromeliácea também não precisa de semente para reprodução, é através da coroa que ela acontece. Ou seja, é uma fruta com 100% de aproveitamento porque além de consumir a polpa, a casca também serve para fazer chá ou suco e depois ainda virar adubo. ❤

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Em menos de três dias dentro da água já dava para perceber os primeiros sinais das raízes crescendo, em seis dias já tinha 2cm de comprimento e estava pronta para ir para terra! Cada planta tem seu tempo de desenvolvimento das raízes, estacas de flores podem levar mais de um mês até sair a radícula, mas no geral temperos e chás são os mais rápidos.

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Assim como o abacaxi, outros vegetais e temperos ficam lindos crescendo na cozinha podem dar origem a novas mudas. Nem todas as plantas podem gerar raízes a partir do caule, mas muitas delas permanecem vivas e seguem brotando folhas cheias de nutrientes que podem ser usadas como tempero ou consumidas como salada.

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Produção no feriado

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Essa foi uma semana de produções e nem mesmo a chuva foi motivo para preguiça! Como era de se esperar, foi lindo! Depois de tantos anos trabalhando juntas nossa equipe não precisa mais do que poucos minutos para se entender, captar o tema e desenvolver toda história que vai acontecer no cenário. Ah! E que cenário! O cômodo virou uma verdadeira sala de chá do Luís XVI e da Maria Antonieta!

Então foi assim: doces de encher os olhos, muita risada descontrolada e mais de 600 clicks para contar uma história que todos já conhecem, mas que ninguém se cansa de rever: a estética extravagante e romântica do século XVIII. Não tinha como dar errado! ❤

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Horta em casa

Horta em casa não é nenhuma novidade, nem mesmo morar em um apartamento de 40m² impede você de cultivar temperos e hortaliças. Com ou sem sacada é possível ter plantinhas com um mínimo de sol, é só escolher as que não exijam muita luz, mas se tiver sacada é ainda mais fácil, difícil é organizar o espaço para colocar tudo!

No apartamento onde eu morava o espaço tinha 52m², sem sacada e sol indireto apenas uma parte do dia. Era um desafio manter as plantas saudáveis lá dentro, mas ainda assim eu tinha algumas. Infelizmente a maior parte dos temperos precisam de luz direta, o que dificultava o cultivo nesses espaços fechados. Consegui manter plantas que exigiam apenas luminosidade e mesmo assim meus cactos não floresceram nos anos que estive morando lá. Quanto aos temperos, desisti.

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Alecrim

A melhor parte da minha rotina diária é dar uma olhada no jardim e organizar a horta. Aqui eu optei pela plantação de chás e temperos em um canteiro direto no chão. Essa foi uma opção minha, acredito que a maioria das pessoas fazem exatamente ao contrário! Prefiro por causa do desenvolvimento, elas crescem mais e mais rápido e isso é ótimo porque consumimos elas quase diariamente.

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Cidró
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Mil em rama

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A escolha das ervas é algo muito pessoal, vai de acordo com as necessidades de cada um. Eu particularmente gosto de estudar sobre plantas de modo geral e saber todas as possíveis formas de uso de cada uma delas, tanto na cozinha como tempero quanto para fins de tratamento para saúde.

O cultivo de alimentos em casa é rico e é uma aventura do começo ao fim. Seja através da germinação de uma semente ou mesmo de uma muda já crescida, o cuidado e reconhecimento da planta podem mudar até a maneira como se prepara o alimento.

Claro que eu tenho uns ajudantes na hora da jardinagem! ❤

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Quadro botânico

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Essa semana terminei a minha série de quadros botânicos – folhas secas firmadas por um sanduíche de vidro e uma moldura. Foram semanas testando plantas, muitas que amo e queria usar tinham um cabo grosso demais para ficar comprimido nos vidros, como é o caso da alfazema. Tentei resolver tirando espessura com uma faca, mas não achei o resultado muito legal e acabei desistindo. Decidi ficar com folhas mais delicadas que facilitavam o trabalho. Resultado: usei duas folhas de samambaia e flores de orquídea secas.

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Deixei as plantas cerca de 3-4 dias entre duas folhas de ofício prensadas com livros grossos, assim elas perdem líquido, mas não quebram ou alteram a forma. Não é com todas as plantas que dá certo, muitas flores mofam em poucos dias, essas precisam secar de outra maneira antes. Algumas colorações perdem completamente o contexto depois que passam pela desidratação, dando bons e nem tão bons resultados.

O quadro dá para fazer em casa com restos de madeira ou mesmo utilizar uma moldura de um quadro antigo. Eu optei não fazer porque me apaixonei por essa moldura quando vi ela na loja onde fui encomendar os vidros. Ela imita um tronco de árvore velha e tem tons verde escuro na bora, achei perfeito para expor as folhas.

Quadros em geral costumam trazer uma outra atmosfera para as peças da casa se escolhidos com intenção. Esses quadros de folhas não são diferentes, ficam lindos até na parede do banheiro, romantizam. Os meus vão ficar no meu atelier de trabalho. ❤

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Compostagem – completando o ciclo

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entre 2003 e 2014, houve um aumento de 29% na produção de lixo dos brasileiros, cinco vezes maior do que a taxa de crescimento da população, que foi 6%. Para que haja um destino correto para esses resíduos é necessário que as empresas consigam acompanhar a nova demanda de produção de lixo.

Cerca de 98% do nosso alimento vem de plantações e é essencial a qualidade do solo para essa produção. Um descarte inadequado de resíduos coloca em risco o meio ambiente e a saúde das pessoas.

Produzimos em média 1kg de lixo por dia e mais da metade é matéria orgânica e não é incomum esse lixo sendo descartado de forma irresponsável pelas ruas, em aterros sanitários sem controle. Produzindo gases e atraindo animais.

A compostagem é um processo biológico de transformação através de microrganismos, produzindo um composto de alta qualidade para as plantas. Fazer em casa o aproveitamento do lixo orgânico evita desperdícios e garante um adubo pronto em 25-30 dias, enquanto os tradicionais levam 45-60 dias. Não precisa ter um espaço grande ou mesmo pátio, basta adaptar o tamanho da composteira.

Quando morava no meu apartamento, um espaço pequeno e sem sacada, usava uma composteira improvisada com potes de plástico. Com poucos metros quadrados eu precisava otimizar ao máximo minha cozinha/lavanderia, então, os primeiros materiais entraram para o processo de transformação dentro de potes de 20x20cm, com torneira e tudo. Sem muita experiência fiz o furo da torneira sem precisão e apliquei com silicone e, claro, vazava sempre! 😦 Mas nunca deu cheiro. 😉

Dessa vez resolvi comprar. Ela é simples, mas maior, já que cozinho e trabalho em casa todos os dias. Foram cerca de 20kg de terra preta e algumas minhocas. Existem espécies de minhocas e a mais indicada para húmus é a vermelha-da-califórnia porque se adapta a diferentes climas. Coloquei resíduos orgânicos, cobri com folhas secas e tampei. Para cobrir também pode ser utilizado serragem ou jornais velhos. Como as caixas já vem furadas e com a torneira, não precisei fazer nada além de organizar os materiais para produção.

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Compostagem não precisa sair caro, três recipientes furados, uma tampa, terra, folhas secas e minhocas já fazem o trabalho. Torneira e recipientes especiais são totalmente opcionais. Já para quem prefere comprar pronto mesmo, o mercado tem providenciado diversas opções e preços, por exemplo a Morada da Floresta que é uma opção legal e eles entregam para todo Brasil.

Temporada de amoras

A primavera mal chegou e os frutos dessa estação já começam a carregar as árvores pela cidade! Aqui em casa já tem amoras brancas faz algumas semanas, cada dia maiores e mais doces, uma quantidade significativa para um pé ainda tão pequeno.

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Encontrei a muda em uma dessas lojas imensas onde tem tudo para casa, esquecida num dos cantos do departamento de jardim. Certamente ficaria para o descarte da semana seguinte. Não resisti, levei. As primeiras semanas após transplantar para terra foram de adaptação, cada muda reage de uma forma, ainda mais que o inverno estava se aproximando. Mas não levou muito tempo para que novas e bem maiores folhas brotassem nos galhos.

A amora mais conhecida e comercializada é a vermelha, aquela que mancha a roupa e suja todo pátio quando os frutos começam a cair. Geralmente usada para fazer geleia ou usada como calda ou decoração para compor pratos.

Acontece que além de ser um fruto essencialmente gostoso, lindo e que pode virar recheio e acompanhamento para praticamente tudo, suas folhas possuem também propriedades benéficas que auxiliam na melhora de diversos sintomas.

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A maior parte dos chás possui uma variedade de características como antioxidantes, anti-inflamatórios, diuréticos e calmantes, alguns em maior e outros em menor quantidade. Mesmo que de forma lenta, os tratamentos alcançam resultados ótimos quando usados corretamente.

O consumo de chá ficou registrado no meu dia-a-dia porque fui criada com a cultura do medicamento natural,  levo isso até hoje comigo. Adquirir uma muda de amora branca foi primeiramente para ter uma fruta versátil e saborosa em casa, mais um ingrediente orgânico e fresco na mesa e um chá cheio de benefícios. ❤

Dia de pão!

Nunca fui uma grande comedora de pão, quem sabe talvez porque na casa onde cresci o costume de fazer pães não existia, comíamos sim, mas os de forma e suas inúmeras variações.

Acontece que um dia, na casa de uma amiga conheci um dos melhores cheiros do mundo: pão saindo do forno. Macio e levemente adocicado. Uma delícia! Há anos a mãe dela fazia toda semana o mesmo pão e apesar das dores nos braços, não suportava trocar o feito em casa pelos de forma comprados nos supermercados.

Desde então, criei um carinho especial pela massa e seu processo de desenvolvimento até o corte da primeira fatia. No entanto, levei anos para começar de fato a testar os meus primeiros pães, isso porque minhas experiências culinárias envolvendo farinha, água e fermento não foram lá muito felizes.  😦

Fazer pão envolve não somente técnica, mas percepção com o alimento, compreender como ele funciona e reage a diversos aspectos externos. À primeira vista parece uma tarefa simples de mistura, sova e assamento, mas questões como vento, frio, escolha do fermento, forno e a própria farinha influenciam no resultado final.

Embora com algumas frustrações no meio do caminho, a primeira receita que aprendi era muito prática e até me rendeu pães legais. Depois disso, veio uma série de experimentações, com queijo e tomate, com temperos, especiarias, com fruta, uns davam certos outros nem tanto.  Mas não faz muito tempo que aprendi de vez a fazer o pão que foi o melhor que fiz até hoje, casca sonoramente crocante e bem dourada!

Foi uma mistura do que eu já fazia com algumas adaptações de sova e na hora do assamento. Encontrei essa receita e dicas muito boas aqui, um blog direcionado para iniciantes, ótimo para quem está começando. Não costumo seguir receitas à risca, sou da opinião que culinária é intuitiva e isso ajuda na percepção e na compreensão de como cada ingrediente se comporta.

Agora, o próximo e mais importante passo é fazer pães utilizando a massa madre, fermentação natural.  ❤