Um último suspiro para 2016

Em suas plenas quatro últimas semanas e 2016 insiste em continuar surpreendendo! Esse ano, para mim, foi dividido em dois extremos: havia tudo e havia nada, ambos ocupavam o mesmo espaço e dividiam propósitos semelhantes. Como pode um barulho absolutamente sem som causar tanta perturbação. 

É, 2016, de tanto me inquietar eu me movimentei e de tanto me movimentar eu encontrei. Às vésperas das árvores e bolas coloridas de natal começarem a encher a cidade daquela sensação de que nada de ruim acontece agora, me mobilizei com uma reforma  [interna] daquelas.

Foi assim:

Iniciei o ano mudando de casa. Saí de uma vida e fui para outra completamente diferente. Me dei a oportunidade de ficar aqui e quieta. De me manter lenta e introspectiva para poder entender o ano que eu estava entrando. Despertei. Acordei de um sono trevoso. E assim, terminei projetos, fechei portas, cancelei cartões e mudei de rumo. Conheci e reconheci pessoas. Repensei tantas vezes e ainda sim achei que estivesse errada, mas infelizmente estava certa. Revirei o baú. Resgatei memórias. Assumi riscos. Me surpreendi.

Pessoas que se foram deram lugar para as que nasceram. Famílias pequenas se tornaram maiores. A divisão da célula. A partilha do corpo e da alma. Uma lousa em branco ansiosa pelos primeiros rabiscos. A casa que ficou menor. O sonho maior.

Mudou. Eu vi assim. Há quem tenha visto e vivido de outro jeito. Talvez melhor, talvez pior ou só diferente.

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